Ir para o conteúdo
← Voltar à capa
Bom Dia, Espírito Santo

ele passou a vida ouvindo sobre Deus e nunca atendeu a ligação

Ele sabia os hinos, os horários, o banco certo na hora certa. Uma noite num porão de igreja, descobriu a diferença entre saber sobre Deus e conhecê-lo.

~3 min de leitura WhatsApp X
Capa de Bom Dia, Espírito Santo
Inspirado na leitura de Bom Dia, Espírito Santo, de Benny Hinn (Thomas Nelson Brasil)

Benny Hinn cresceu ouvindo sobre Deus toda semana. Sabia os hinos, sabia os horários, sabia se comportar no banco certo na hora certa. Se alguém perguntasse se ele acreditava, diria que sim sem pensar duas vezes. Era a resposta automática de quem nasceu dentro do prédio.

Uma noite de dezembro, num porão de igreja em Toronto, alguém o convidou para um culto qualquer, sem nada de especial anunciado no cartaz. Hinn entrou por educação e ficou paralisado. Não por causa de um sermão. Por causa de uma sensação que ele não tinha vocabulário para descrever: pela primeira vez, sentiu que estava diante de alguém, não de uma ideia sobre alguém. Chorou horas seguidas sem conseguir parar e sem conseguir explicar por quê.

É a diferença entre seguir o perfil de alguém nas redes há dez anos e, um dia, essa pessoa te ligar. Você já sabia tudo sobre a vida dela. As fotos, as citações, a rotina. Só nunca tinha ouvido a voz dela do outro lado da linha. Hinn passa o livro inteiro tentando descrever esse telefonema: alguém deixando de ser um tópico de doutrina e virando alguém que liga, que espera resposta, que se magoa quando ninguém atende.

Ele conta os passos que aprendeu depois disso: orar sem fórmula pronta, prestar atenção quando algo incomoda por dentro sem motivo aparente, parar de ter medo de estragar tudo demais para ser perdoado. Mas o miolo do livro não é a instrução. É a virada de saber sobre para conhecer.

Anos depois, o próprio Hinn admitiu publicamente que vendeu parte dessa história errado, prometendo prosperidade em troca de oferta, e voltou atrás. Isso não apaga o porão da igreja em Toronto. Só prova que dá pra confundir o encontro real com a produção em cima dele, e que até quem descobriu a diferença pode se perder nela de novo.

A pergunta não é se você sabe sobre Deus. A pergunta é: você já atendeu a ligação?

Essa reflexão nasceu da leitura de Bom Dia, Espírito Santo, de Benny Hinn. Leia o livro completo, ou acompanhe mais reflexões como essa no podcast O Discipulado, em odiscipulado.com.br.

"Você já atendeu a ligação?"